sábado, 31 de janeiro de 2009

Complexo-auto-afirmativo-infanto-juvenil

A essa vulgar escória de porquinhos pedantes que se digladiam numa poça de lama, lutando por um lugar à uma luz que apenas cega, vindoura dos pútridos holofotes da podridão da ostentação, na ingênua crença, de que essa luz é a luz da sabedoria.
Noites boêmias que outrora (entenda-se 1980 à meados de 2000) eram regadas à discussões saudáveis e genuínas, onde ambos ganhavam em trocas de conteúdo, atualmente, em mesas de bar agora povoadas por esses pequenos subprodutos xerocados de quem tem ou teve alguma grandiosidade legítima e natural, tentam buscar patéticos argumentos para convencê-los uns aos outros a reduzir-se à condição de fiel pobre cão no recôndito dos humilhados, no intuito muitas vezes tão nobre quanto o de impressionar a mocinha mais dotada de atributos físicos à mesa (estas que, na maioria dos casos, se põem à ouvir tais marmeladas como subterfúgio, enquanto "o coroa encantado montado num cheque em branco não vem"), ou qualquer coisa tão imbecil quanto.
Porque se preocupar com isso? Porque escrevo isso? Afinal, você, cidadão em pleno e saudável exercício de seu bom senso e demais faculdades, consideraria mesmo que esses fatos não influem fecalmente em sua vida? Não está ciente de que todos nós estamos à mercê de à qualquer momento sermos confundidos (ou confundir alguém de boa fé em suas proposições) com algum desses pequenos seres embalados por tardes de Malhaçao?